Uma obra para a juventude. Um olhar para as estrelas e seus mistérios infinitos.

Tamanho: 21 x 24 cm
Número de páginas: 56
ISBN 9-788566-992-038
Livro físico
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A ORIGEM DE UM BRILHO QUE ATRAVESSOU O TEMPO
Antes de ser livro, O Guardador de Estrelas foi silêncio.
Foi um pequeno texto escrito numa noite de fevereiro de 2011, nascido de um momento de introspecção profunda. Chamava-se O Homem das Estrelas e integrava o livro Almas Esquivas.
Naquele conto breve, quase sussurrado, havia um adulto que revisitava o menino que um dia foi — um menino que, entre os seis e nove anos, morando em Alvorada, olhava o céu noturno com assombro. Naquele tempo, o céu parecia maior. Parecia mais próximo. Parecia falar.
O texto foi publicado em um blog pessoal, depois desativado. Meses mais tarde, alunos do quinto ano de uma escola estadual o encontraram. Leram. Trabalharam. Transformaram aquele pequeno conto em algo vivo dentro da sala de aula. Foi um gesto simples — mas decisivo.
Nascia ali a necessidade de reescrever.
Durante anos, a ideia ficou suspensa. Não vinha como história infantil. Não vinha como conto adulto. Até que a inspiração encontrou forma nos poemas trabalhados em um grupo de teatro — poemas que respiravam contemplação, mistério e silêncio. Havia ecos de Cecilia Meireles, na delicadeza do tempo suspenso. Havia a presença inevitável de Fernando Pessoa, especialmente na lembrança de O Guardador de Rebanhos — título que, sutilmente, inspira o nome desta obra.
Mas, acima de qualquer influência literária, havia a memória.
O Guardador de Estrelas nasceu da curiosidade genuína de uma criança diante do universo — e do espanto de um adulto que percebe que o tempo passou rápido demais. Se antes havia perguntas imaginativas, agora surgiam perguntas sem respostas fáceis. O tempo — esse viajante implacável — atravessou décadas como uma nave veloz. E talvez não tenha havido tempo suficiente para encontrar todas as respostas.
Restou, então, a contemplação.
Luan gostava de olhar o céu à noite carregado de estrelas. Entre sonhos e viagens, ele questiona os mistérios do mundo. Numa viagem pela imaginação, o texto traz referências a outras obras da literatura brasileira e da cultura popular. Também faz reflexões sobre a própria existência de forma lúdica e acessível ao público jovem.
O livro foi publicado em 2017 e foi adotado por diversas escolas de Ensino Fundamental e Médio.
SOBRE O LIVRO
O Guardador de Estrelas é uma narrativa poética sobre o mistério, o tempo e a preservação da imaginação.
Luan, o menino que observa o céu, não deseja conquistar as estrelas. Ele deseja guardá-las. Não como quem possui, mas como quem protege o encanto. Em um mundo apressado, cheio de ruídos e respostas prontas, ele escolhe admirar aquilo que não precisa ser explicado.
O livro propõe uma delicada reflexão filosófica:
nem tudo precisa ser decifrado — algumas coisas precisam apenas ser contempladas.
Ao contrapor o silêncio das estrelas à pressa do mundo, a obra convida o leitor a desacelerar. Questiona o excesso, a desigualdade, o medo de não descobrir o próprio segredo. E, ao final, aponta para a estrela que brilha dentro de cada um — aquela que ilumina no tempo certo.
Para jovens leitores, o livro é importante porque legitima a pergunta. Ele não oferece respostas prontas, mas valoriza a curiosidade, o espanto e a sensibilidade. Em vez de ensinar o que pensar, ensina a olhar.
Num tempo em que tudo exige rapidez, produtividade e explicação, O Guardador de Estrelas lembra que crescer não precisa significar perder o brilho interior.
É um convite à contemplação.
Um exercício de escuta do próprio silêncio.
E, sobretudo, um gesto de cuidado com aquilo que ainda nos faz sonhar.
O QUE TRAZ O LIVRO
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