{"id":2363,"date":"2025-01-13T13:14:14","date_gmt":"2025-01-13T16:14:14","guid":{"rendered":"http:\/\/pauloboccanunes.com.br\/?p=2363"},"modified":"2025-01-13T14:29:45","modified_gmt":"2025-01-13T17:29:45","slug":"ventos-da-mudanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pauloboccanunes.com.br\/index.php\/2025\/01\/13\/ventos-da-mudanca\/","title":{"rendered":"Ventos da Mudan\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Paulo Bocca Nunes &#8211; 26 de dezembro de 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os ventos de dezembro no Rio Grande do Sul t\u00eam uma personalidade pr\u00f3pria, como se fossem artistas de um espet\u00e1culo que marca o fim do ano. Eles n\u00e3o chegam apenas para refrescar, mas para trazer movimento \u2014 um lembrete de que o tempo segue, mesmo quando queremos que ele pause. O dia est\u00e1 quente, \u00e9 verdade, mas as nuvens dan\u00e7am no c\u00e9u com uma leveza que parece quase infantil, entregues \u00e0 coreografia improvisada do vento.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 algo nesse cen\u00e1rio que carrega um paradoxo t\u00e3o comum ao ver\u00e3o ga\u00facho: ele demora a se estabelecer, como um convidado que hesita antes de entrar na festa, mas quando chega, preenche tudo com sua presen\u00e7a. Ainda n\u00e3o \u00e9 ver\u00e3o pleno; s\u00e3o os \u00faltimos ventos de 2024, aqueles que sussurram \u00e0s \u00e1rvores e \u00e0s pessoas que uma transi\u00e7\u00e3o est\u00e1 em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;ver\u00e3o da mudan\u00e7a&#8221;, como gosto de cham\u00e1-lo, n\u00e3o \u00e9 apenas um marco no calend\u00e1rio. Ele traz consigo a promessa de dias diferentes, talvez mais leves, talvez mais desafiadores. N\u00e3o sabemos ao certo o que 2025 reserva, mas os ventos que agora dan\u00e7am parecem querer nos preparar, como um maestro que ensaia uma melodia nova.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim seguimos, observando o c\u00e9u e sentindo o sopro do tempo na pele. Dezembro \u00e9 um m\u00eas de balan\u00e7o, mas tamb\u00e9m de esperan\u00e7a. E enquanto o vento brinca l\u00e1 fora, algo dentro de n\u00f3s tamb\u00e9m se move, como se o ciclo do ano, ao girar, tamb\u00e9m levasse nossas incertezas e nos convidasse a abrir os bra\u00e7os para o que est\u00e1 por vir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-df21f9d4f51eff4ace2ae512ee964fde\" style=\"color:#ff0000\"><strong>Os Ventos da Munda\u00e7a &#8211; Poesia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os ventos de dezembro sopram audazes,<br>Como arautos de um tempo que surge.<br>Eles dan\u00e7am no c\u00e9u, em ondas fugazes,<br>Rasgando as nuvens que o sol n\u00e3o urge.<\/p>\n\n\n\n<p>Trazem mensagens de eras passadas,<br>E um eco do futuro que al\u00e9m desponta.<br>S\u00e3o fios que tecem as j\u00e1 gastas jornadas,<br>Mas tamb\u00e9m o come\u00e7o que nos confronta.<\/p>\n\n\n\n<p>Oh, ventos, que correm livres e inteiros,<br>Em suas notas s\u00f3 sentimos o impulso.<br>Levantam a poeira dos caminhos primeiros,<br>E renovam a alma com seu avulso.<\/p>\n\n\n\n<p>Dezembro \u00e9 seu palco, \u00e9 o m\u00eas derradeiro,<br>Mas \u00e9 tamb\u00e9m portal do novo destino.<br>O calor que desponta, bravio e fagueiro,<br>\u00c9 sinal de que o tempo \u00e9 peregrino.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim nos conduz, o vento e seu canto,<br>Deixa as folhas dan\u00e7arem, num \u00faltimo ato.<br>E ao sussurrar, desperta o encanto:<br>\u201cPrepare-se, humano, o mundo \u00e9 teu palco.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Bocca Nunes &#8211; 26 de dezembro de 2024 Os ventos de dezembro no Rio Grande do Sul t\u00eam uma personalidade pr\u00f3pria, como se fossem artistas de um espet\u00e1culo que marca o fim do ano. 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